quarta-feira, 19 de março de 2008

Londrina, 17 de março de 2008.

Já não sei mais se acredito na medicina.
Meu pai me deixou às 13:55 no consultório da Dra. , disse a ele que dali uma hora eu lhe telefonaria para me buscar.
Pontualmente às 14h, como previamente agendado ela me convidou pra entrar, não precisava mais que 5 min na sala de espera, pois já sou paciente antiga, não há mais necessidade de fazer toda aquela cera que toda primeira consulta exige.
A Dra. me perguntou se eu estava me adaptando bem ao novo medicamento, disse-me que tudo que eu estava sentindo de estranho era efeito colateral mesmo...só se perdurasse por muito tempo é que deveríamos investigar. Saí de lá com mais duas receitas: para mais dois meses. E com a esperança de que diminuíssem os efeitos colaterais.
Tudo isso tomou precisos 8 minutos.
Quando deixei a sala da Dra. a secretária ainda não havia conseguido liberar a consulta pelo sistema da Unimed e, pasmem, foi isso que me tomou mais tempo.
Ou estamos diante de um milagre da medicina ou de uma triste realidade que vivenciamos no dia-a-dia médico.

Será que eu estou mesmo no curso certo?
Sinto-me uma estranha neste ninho de Hipócrates.

quinta-feira, 13 de março de 2008

A felicidade é uma decisão...

Decidi ser feliz!
Por quê? Porque a felicidade é um clichê.
A felicidade é uma decisão...
Sim, decidi procurar um psiquiatra e tomar boleta.
Sou quimicamente feliz. Foi minha decisão!
E, desde então, meu organismo tem sido auto-suficiente em serotoninas e endorfinas. Às vezes, também, organicamente.
Decidi que coisas pequenas não me aborrecem mais.
Homens com atitudes pequenas não me ferem mais.
Decidi excluir do meu convívio pessoas que não valem à pena.
E me isolar quando necessário, pois eu mesma posso ser a minha melhor companhia.
Escolhi ter amizades com pessoas inteligentes. Desculpe, mas pessoas burras me cansam.
Deixei de andar com pessoas que reclamam o tempo todo da mesma coisa. E, se o destino me coloca no caminho delas, suas reclamações não mais me afetam.
Não quero saber de criancices e mesquinhices (existe??? Ah, no vocabulário delas existe!) Quero saber de ser feliz. Menos infeliz...Decidi assim e assim vai ser.
Decidi não tentar agradar as pessoas para apenas ter sua simpatia.
Decidi que as pessoas devem me aceitar como sou.
Porque agora, eu estou me aceitando como sou.

domingo, 9 de março de 2008

O jogo da vida que deve ser olvido...

Não queria cair no teu olvido.
Sei que é pedir demais.
É impossível.
Como eu serei olvida se eu jamais fiz parte do teu mundo?
Não negue.
Desejei ao menos ter uma chance de te provar que amor verdadeiro poderia existir.
Não quero um amor pra vida toda. Sou realista.
Queria, apenas, que fosse verdadeiro enquanto durasse.
Não consegui espaço, pois ela tomava todo teu coração, mesmo que em memórias de algo que deveria ter acontecido.
Tu não a tens mais, ela existe nos teus pensamentos, nas pastas de fotos com o nome dela. Ela é, simplesmente, uma memória que não queres perder.
Se ao menos ela realmente existisse, fosse uma ameaça ‘material’, eu poderia te disputar lealmente.
È injusto ‘competir’ com alguém cuja estratégia não se sabe.
Jogo perdido!
Ela está tão protegida pelo teu mundo da imaginação.
Na verdade, tu és o grande jogador. Com ela, memórias. Comigo, passatempo.
Agora tu estás livre pra jogar com quem a vida te sortear.
E eu estou presa às memórias.

sexta-feira, 7 de março de 2008

Na última aula de psiquiatria....

Maldito professor que escolheu esta frase pra iniciar a aula...

"A vida é uma doença crônica, 100% fatal." (Prof. Gevaerd)

Na duas horas seguintes fiquei 'filosofando' sobre isso e quem disse que eu consegui prestar atenção na aula????
Em breve posto minhas vãs filosofias...