quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

De 1996, escrito aos 11 anos...

O ser palhaço é
um homem cheio de bondade
pois só assim alegra a humanidade
quando ele, do picadeiro, sai
transforma-se em um grande pai.

Ser palhaço é
trazer alegria
mesmo estando na tristeza,
fazer da própria agonia,
uma fonte de riqueza.

O ser palhaço é
pessoa honesta,
cidadão trabalhador,
que fazendo esta
atenua sua dor.

Ser palhaço é
estar feliz na amargura,
presente na ausência, e
com roupa cor-de-púrpura
desafiar o limite da paciência.


*(A palhacinha Nicolina aos 3 anos. Arte: meu tio Hélcio, o palhaço Nicolau. Foto: meu amado pai)

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2008

Um ocaso ao acaso...

(O sol de Ilhabela, SP. Fotógrafa: A. C. Fasano Cocca)

Eis o fato mais concreto de, um dia, eu ter o mundo nas minhas mãos.
Buscando-o, encontrei o sol,
E, de uma ilha bela, parti ao encontro deste.
Sua magnitude brilhante ofuscou meus objetivos.
...mas quem disse que era o mundo que eu queria ter nas mãos?
O centro do universo do qual muitos mundos fazem parte...
Na palma da minha mão!

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

E os titãs? Como vivem?

Se isto fosse um epitáfio....
Certamente não seria de um titã.
Amei demais...amo demais...
Talvez, por isso, choro demais.
Nunca vi o sol nascer, sempre, quando tento, amanhece nublado.
A vida depende de riscos....e incorre, às vezes, em erros.
E será que eu tenho feito o que eu realmente quero?
Eu me aceito como sou?
Vivo a dor de manter uma alegria pulsante em meu coração...
No entanto, eu, distraída, posso, apenas, contar com o acaso para me proteger.
Preciso aceitar as pessoas como elas são.
Conto com o acaso pra me livrar dos trabalhos complicados...
Para, então, não mais me ocupar com problemas pequenos.
E, assim, poderei
Ver o sol se por.....
Morrer de amor...
Aceitar-me a vida.
Viver suas alegrias e tristezas.....
E curtir...uma boa música.
Definitivamente não é um epitáfio.....
Ainda há muito a ser feito...estou começando.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A falta de sanidade é vital!!!

Fixava aqueles olhos verdes sem piscar....sem respirar....talvez não respirasse mais, há muito tempo, estava engasgada, sufocada.....sufocada pelo quê?
Cabelos assustadoramente despenteados, semblante empalidecido por uma realidade morta, imutável.
A brisa que havia lhe roubado o calor do corpo, era a mesma que trouxera ares de mudança...seria tarde?
Quais seriam as boas novas?
Seria suficiente para um último suspiro?
Devolveriam-lhe o rubor à face?
As novas, já estão velhas...
As pessoas começam a notar sua ausência.
Tantos olhares...e nenhum a vê!
Ninguém me vê!!!
Alguém se importa?
Até que...
Ouve-se por de trás da porta...
'Depois que o mês do Imperador passar tudo ficará mais tranqüilo...'
Claro, o rei será agraciado com uma nova carruagem.
Enquanto, eu, poderia jurar que estava enclausurada...
Tranqüilo?!?! Pra eles!!! Na masmorra, nada muda.
Percebi que, no Castelo, estou condenada....e se aqui ficar.....ah meu Deus!!!
Nas profundas entranhas reúno forças e em um último suspiro neste território: grito minha independência, se não, fico pra morte!
Abri meus verdes olhos para este pesadelo a tempo. E, parto pra outra!
Vou construir o meu castelo...

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

E, quando, uma palavra vale mais que mil gestos???

Não consigo perder a maldita mania de tentar entender os porquês dos meus porquês....
E o que eu ganho???
Respostas???
Não!!! Crises de enxaqueca...
Estava eu vasculhando alguns escritos e na vã busca de mais um entendimento das coisas...
Além, da minha têmpora sinistra latejando, é fato, conclui que uma palavra pode dizer mais que mil gestos....
Mil gestos!!! Indigestos por uma palavra...


Palavras conhecidas pela minha bisavó..."Falar é prata, calar é ouro".
huihuhuhuihuhuhuhuihiuhuhuhuihuihuihuhuhuhuihuh
huhuihuihuihuihuhuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihuihiu
Mil gestos valem mais que uma palavra...
Mil gestos...
Uma palavra...
Mil gestos...
Indigestos...
...por uma palavra...
Uma palavra vale mais que mil gestos?

domingo, 3 de fevereiro de 2008

Aos admiradores do saudoso 'poetinha' peço perdão pelo ousado intento de algum dia insano de 2006.

Soneto da União...(uma versão do soneto da separação)

De repente o riso desfez o pranto
Gracioso e franco para que ele nunca suma
E das bocas desunidas fez-se uma
E das mãos espalmadas refez-se o encanto.
De repente a alma fez mais um intento
Que nos olhos reacendeu a última chama
E da paixão fez-se o novo sentimento
E do momento imóvel fez a trama.
De repente, não mais que de repente
Desfez-se de triste o que se faz amante
E não está sozinho o que se faz contente
Fez-se do 'amigo' não mais o distante
Fez-se da vida uma aventura exuberante
De repente, não mais que de repente