Fixava aqueles olhos verdes sem piscar....sem respirar....talvez não respirasse mais, há muito tempo, estava engasgada, sufocada.....sufocada pelo quê?
Cabelos assustadoramente despenteados, semblante empalidecido por uma realidade morta, imutável.
A brisa que havia lhe roubado o calor do corpo, era a mesma que trouxera ares de mudança...seria tarde?
Quais seriam as boas novas?
Seria suficiente para um último suspiro?
Devolveriam-lhe o rubor à face?
As novas, já estão velhas...
As pessoas começam a notar sua ausência.
Tantos olhares...e nenhum a vê!
Ninguém me vê!!!
Alguém se importa?
Até que...
Ouve-se por de trás da porta...
'Depois que o mês do Imperador passar tudo ficará mais tranqüilo...'
Claro, o rei será agraciado com uma nova carruagem.
Enquanto, eu, poderia jurar que estava enclausurada...
Tranqüilo?!?! Pra eles!!! Na masmorra, nada muda.
Percebi que, no Castelo, estou condenada....e se aqui ficar.....ah meu Deus!!!
Nas profundas entranhas reúno forças e em um último suspiro neste território: grito minha independência, se não, fico pra morte!
Abri meus verdes olhos para este pesadelo a tempo. E, parto pra outra!
Vou construir o meu castelo...
quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008
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